terça-feira, 8 de agosto de 2017

VAI DA DOSE







Deixo as janelas abertas
O vento traz sempre noticias, informações
Do mundo, das coisas, das não coisas
Odores, olores, frescores
Até as pedras contam de si
Não é preciso tratar o excesso
Mas,  entender o processo
E tudo se acaba,
seja pela morte,  ou pela sorte
E tudo acabará
Seja em úmido beco escuro
Seja em arejado horizonte amarelado
A ponte é a mesma,
unindo pontos
findando contos
Reticencias não esmaeceriam tons
Nem linkariam
Os pregos e as pedras são os mesmos,  iguais,
nas cruzes, nos quadros ou nos sapatos


Venenos tanto engordam quanto matam
Vai da dose

Vera Celms
VAI DA DOSE de Vera Celms está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

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