domingo, 4 de outubro de 2015

PESO MORTO





Não amanhecia
Noite escura infinita
As frestas de luz artificial entravam
somente pela movimentação da cortina, pelo vento
e, incomodava
Os olhos desacostumados doíam
Encolhia-me, virava o rosto contra o travesseiro
Cobria a cabeça,
O vento uivava pela fresta da janela
Cena de filme de terror,
De alguma forma sentia um mórbido prazer
 em fazer parte dela
Isolamento, silencio soturno, ser sombrio
As sombras me acompanham,
Minha solidão é meu esconderijo
Fujo, me escondo, deixo de existir
Sou eu peso morto, sou sombra,
Uma alma, cujo corpo não se vê...

Vera Celms
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