quinta-feira, 23 de julho de 2015

MORTOS DE AMOR





Rezaria sobre teu cadáver,
Pronunciaria seu nome sobre o corpo inerte,
Beberia teu sangue,
Protegeria teus restos mortais,
Tudo pra manter viva sua alma em mim
Faria cantigas na noite cheia,
E valsas sob a míngua noite
Dançaria sobre seu túmulo,
Me deitaria contigo, junto as chamas das velas,
Posaria como fundo de tua foto fúnebre
Só não me deixe,
Não parta,
Não sucumba, nem a magia, nem macumba,
Leva-me contigo,
E com o punhal cravado no peito,
uivarei a ser ouvida de um continente a outro,
Seguirei entre os planetas,
Me enroscarei nos anéis de Saturno,
E farei lençóis para ti, de minha mortalha,
Me basta ser pra sempre tua amada,
Desde que morramos só de amor...

Vera Celms
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