segunda-feira, 23 de março de 2015

SEM PAREDES



Trago o corpo coberto por escuras vestes.
Escondo assim a alma,
que de escura aura se emoldura.
Deixo transparecer nos olhos a sombra tenebrosa do medo.
E o tremor do corpo, denuncia,
fazendo bater os dentes, que tento, em vão, manter cerrados.
Dura realidade, sem fuga e sem perdão.
Não há esconderijo, não há saída, não há norte.
Sem direção.
Neste meu pequeno mundo,
as paredes medem 3x 4, e no escuro, desaparecem...
Somem...

Vera Celms

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2 comentários:

  1. Há fases na vida em que nos sentimos tal e qual teu poema, parabéns querida, um grande beijo, MIL.

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  2. ASsim é a minha depressão... grande beijo, amada MANINHA MIL...

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