domingo, 28 de setembro de 2014

GARRAFA AO MAR




Cartas ao mar,
Garrafas flutuantes,
Coisas de cinema talvez,
Não queria jogar nada fora,
Mas, não podia passar a vida olhando palavras escritas,
Agora não tinham mais o mesmo valor,
Mas, ainda tinham valor,
Amor empilhado e sufocado,
Não podia assistir impune, simplesmente,
ao amarelamento do papel,
Trazendo fragilidade a palavras tão fortes,
vendo-as apenas se desmancharem ao toque das mãos,
Não sabia se, fechadas numa garrafa,
sofreriam a ação do tempo,
Preferi acreditar que as protegia,
Fechei-as todas numa só garrafa,
Para que, como um livro, viajassem história
Afinal, também acreditava que viveriam em alto mar,
Ainda que a garrafa “naufragasse”,
aportada numa praia qualquer,
Não posaria com fragmentos de uma historia,
mas com historia completa...
Encontrada, o mundo saberia,
que amores incríveis acontecem,
Não só no cinema,
Chorada e sofrida, acabou a história, não o amor...
A nossa garrafa, precisa seguir viagem, inteira...

Vera Celms
Licença Creative Commons
GARRAFA AO MAR de Vera Celms está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

2 comentários:

  1. Garrafas com suas mensagens de amor. Perdidas no mar. Talvez, quem sabe em busca do amor destinado.
    Belo poetar, querida Vera.
    Bjssss

    ResponderExcluir
  2. Talvez, quem sabe, exaltando o grande amor, deixado em algum lugar do passado... as garrafas, são boas portadoras dessas histórias... beijos de VC, querida amiga Mônica... volte mais, volte sempre...

    ResponderExcluir