domingo, 31 de agosto de 2014

SILHUETA DA NOITE





Encontro prazeres na noite escura,
Anúncios de tempestade,
Ventania a descabelar o cenário,
Sapos, grilos,
Mas, quando a tempestade está chegando
O único som, é do vento,
O silencio da noite é soberano,
Corujas, cortam a cerimônia, sem cerimônia,
Solidão é questão de cada um, ou de tempo,
Aprecio minha companhia,
Reconheço cada som,
Gosto do cheiro da noite,
Personalidade tão única,
E quando a lua aparece,
Espiando entre nuvens,
Ficam  evidentes silhuetas tão sós,
Posadas entre os galhos das arvores,
Apreciando ideias de naves,
Perdidas na noite, na madrugada,
Seres que atravessam o céu,
Só as estrelas não aparecem,
Estão escondidas, espreitando a tudo,
Certos e incertos,
Visíveis e invisíveis,
Imaginários e reais,
Eu e você,
Todos ficam marcados, na silhueta da noite,
Sem esperar...

Vera Celms
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