domingo, 15 de junho de 2014

TUDO MORA NO MEDO





Frio, densa neblina,
Temerosa noite,
Dia 13, sexta-feira,
Uma história, uma cisma,
Enegrecido prisma,
Maldade no ar,
Medo, muito medo,
Não devia andar sozinha,
Não queria sentir medo,
Maldição, casa vazia,
Todo ruído é pânico,
Toda sombra é assombração,
Sob a escada, negro felino,
Espio pelas janelas,
Do mundo, as mazelas,
Tanta dor, tanta tristeza,
Máculas indisfarçáveis, inapagáveis,
Nada que possa tirar de nós,
O pútrido cheiro do horror,
Pressinto o próximo movimento,
Procuro esconder o rosto,
O silencio precede o momento final,
Tudo se cala, diante do perigo,
Ou somos nós que deixamos de ouvir,
De perceber o que se move,
Bem diante de nós,
Procuramos imagens,
Algo que defina o risco
Que previna a proximidade do abismo,
Tudo mora no medo,
Até a fé...

Vera Celms
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