domingo, 27 de abril de 2014

VESTIDA DE ÉPOCA





Ponto flagrado ao acaso,
Pelas curiosas lentes fotográficas
Tudo ali foi criado por Deus e organizado por ela,
Cantos e lamentos,
Lembranças do acaso,
Tudo aconteceu ali
Encontros, carícias e beijos
Tantos suspiros apaixonados,
Até o ultimo suspiro, aquele, pela vida inventado...
Nada ali teria existido como é,
Sem as mãos da musa,
Teria ela, musa, criado o cenário,
Ou seria o cenário, que fizera dela, a musa?
Não importa a ordem dos acontecimentos,
Importa o acontecimento, o cenário, o flagrante,
E eu que nem sabia da história,
Clico no momento flagrante, e capturo a musa,
Visão além do além, parte do cenário,
Que de tão forte ficou ali, viva,
Residente permanente do sonho,
Muito além da crença, muito além do razoável,
Muito além do justificável,
Ela estava lá, diante do rio,
Entre os pilares do píer,
Que tanto frequentou, acompanhada de amores e dissabores,
Vestida de época,
Ainda que seja somente, da época em que foi feliz ali...
Passageira encantada do meu flash...

Vera Celms
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