domingo, 16 de março de 2014

INDÔMITA FERA





A fera lhe escapa pelos olhos
O sorriso, mesmo estendido na boca
Não adoça, não disfarça,
Gole féleo que não desce
Preso a garganta, a fera expulsa,
E o sangue, verte pelo canal lacrimal
Impossível ocultar,
Relevar, nem pensar
Fere, dói, esfola,
E o ódio faz escola,
Inquieta o corpo,
Envenena a alma,
Rege mais uma lúgubre sinfonia,
fazendo tremer, o já denso ar,
e toda fresta, uivar...
Acidas, palavras lançam-se enlouquecidas,
Derrubando imantados ouvintes,
A fera, lhe escapa pelos olhos,
Rodopiando o laço, batendo as esporas...

Vera Celms
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