domingo, 29 de dezembro de 2013

TARDE DEMAIS





Trazia no olhar,
A angustia da solidão,
O amargor sem perdão,
A fala meramente decorada
Com peso de uma sentença
Tudo o que dissesse, a partir dali,
Carregaria magoa, rancor,
Já não pensava mais,
Não tinha mais razão,
tudo agora, era emoção,
As palavras teriam  poder de tiro
De uma flecha incendiária,
De um decreto fatal
As reações foram represadas, tempo demais,
Não tinha volta,
Provocado, será um tanque desgovernado,
Silenciado, um louco descontrolado,
Tarde demais, só o tempo dirá...

Vera Celms
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