segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

POR UM TRIZ






Ouço vozes sinistras
Discussões intermináveis
Alguém digladiando
Sem saber com quem
Adolescente, criança crescente
Conturbações, deturpações,
Confusões,
A imensa vontade de ouvir a si
E todas as vozes gritam
Tantas vozes, numa só,
O tempo todo...
Brigas, dúvidas divididas, dívidas
Assuntos pendentes,
Situações não resolvidas
Soluções não encontradas
Cobradas,
E essas vozes, não param,
Dizem-me o que fazer e por onde ir
Impedem-me o silencio,
Afastam de mim a solidão,
Sem me oferecer companhia,
Sem me permitir saídas,
Sinto a lucidez escapar,
O equilíbrio faltar
O bom senso escapar,
Evito o contato,
Isolo minha loucura
Proteção
Não sei mais como,
Não sei por onde,
O caminho é estreito e incerto,
Longo, e escuro,
Estou só,
Não me perguntem mais nada,
Não tenho respostas, nem certezas,
Mantenho o peito aberto,
As defesas baixas,
E a razão por um fio,
Só não me provoquem...

Vera Celms
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