segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O ESPERTO





Não lhe importavam os caminhos
Precisava devolver o desfavor
Afinal, mal amado, por toda vida
Nunca, ninguém lhe olhou com admiração,
Respeito, não conheceu
Aprendeu, que fogo com fogo se paga,
Violência com violência
Problema com problema
Não ia deixar barato assim !
Afinal, não ia engolir
Não se “venderia” a qualquer preço,
Não seria qualquer emprego,
Não perderia tempo nos banco das escolas
Andar certinho, é pra ingênuos
Como não andar armado?
Porque não vingar-se?
Porque não aproveitar dos distraídos?
Afinal, respeito não conheceu
Não entraria nessa...
Afinal, só um pico, não faria mal -
-  lhe daria coragem pra “lutar pela vida”
Vender uma coisinha aqui,
Pegar uma outra ali
Um gole pra animar,
Uma farrinha pra colorir
Se nunca teve nada, o mundo lhe daria
Um caixa eletrônico,
Um carro forte,
Um carro bom,
E “puxar o carro”...
Ninguém pegaria,
Afinal, um cara esperto,
Matreiro, ligeiro,
Mais um injustiçado pela vida,
Com um tiro no peito,
Levado pelo rabecão...

Vera Celms
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