domingo, 8 de setembro de 2013

DORES NOSSAS DE CADA DIA





A dor, não dá trégua
Inflama, joga na cama,
Faz rastejar, amarra a trama,
Ninguém vive naturalmente
Com a dor que trava a mente
Uma dor puxa outra dor,
Nos faz dementes,
Nos retiramos,
Qualquer movimento evitamos
Não há remédio, não há mandinga
Não há reza que afaste
Não há vida saudável,
Não há festa
Não há seresta,
Não tem como escapar por nenhuma fresta,
Ficamos no escuro do quarto
Ouvindo o palpitar do peito
Sentindo a pulsação local
Entramos em parafuso, em desespero,
A febre costuma chegar
Se não no corpo, no local,
Impossível não chorar
Impossível não arregar,
Impossível não querer sumir
A dor quando dói,
Dói pra se fazer sentir,
Lateja, lateja, quase a explodir,
Dor do corpo, dor da alma,
Dormir é pouco, melhor seria sumir...

Vera Celms
Licença Creative Commons
O trabalho DORES NOSSAS DE CADA DIA de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

2 comentários:

  1. A vida com dor nos leva ao desespero e o seu poema retrata esse drama com perfeição, parabéns querida!!!!

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  2. Querida Mari, conheço bem essa realidade. Muito obrigado pela visita e comentário. Venha sempre, venha mais... obrigado, beijos de VC

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