domingo, 4 de agosto de 2013

PARTINDO DE MIM





Sobre meu corpo suado
A roupa como uma armadura
Tudo incomoda
Tudo pesa a amargura
Teus gritos nos corredores vazios
Tuas palavras como lâminas
Minha pele ferida sob salmoura
Duras frases soam mantras
E me perseguem,
Na rua, antes de dormir,
Como eu, insones...
Impossível não lembrar
Impossível é esquecer
Meu corpo doente sob o seu
Satisfazendo seu instinto
E a sua compreensão uivando lá fora,
Como lobo faminto, sob carne fresca,
Vai e não volte,
Deixa-me partir, silente e só...

Vera Celms

2 comentários:

  1. Desassossego em despedida.
    Por vezes é melhor assim.
    Parabéns por mais esse.
    Bjssss

    ResponderExcluir
  2. Desassossego em despedida e sem respeito. O instinto, falando mais alto do que a humanidade... Beijos de VC, querida MÔnica!!!

    ResponderExcluir