domingo, 14 de julho de 2013

NÃO MAIS MORRER




Duras palavras
Ainda ardiam nos ouvidos
No peito,
Nos olhos inchados,
Alma dorida,
Chicoteada e em sal
Castigos verbais
Ouvir e calar
Esconder-se pra não demonstrar
Sumir para não desmoronar
Cada lembrança um suplício
Estremecer
Fenecer mudo
Ganhar mundo
Quem dera, evaporar
Subir feito fumaça,
Feito neblina,
Feito pensamento,
Quem sabe não voltar
Quem sabe cortar os pulsos
Sangrar até morrer
Agora é tarde,
Afinal, não sangro mais,
Não mais morrer,
De lembrança em lembrança
Vou tentando esquecer...

Vera Celms

2 comentários:

  1. Momento em que até a esperança desaparece. Restando apenas o suplício de viver!
    Excelente.
    Bjsssss

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  2. Ou o suplício de não ter mais vida a viver... tentando só esquecer... Beijos de VC, querida MÔnica...

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