domingo, 28 de julho de 2013

AO LADO DO CORPO INERTE





Dormi ao lado do corpo inerte
Silencioso partiu,
Não disse palavra,
Não esboçou  pensamento,
Nem um olhar,
Esqueceu-se em sono
Durante o pesar do tempo
Retraído, ausente, depressivo,
O silencio foi um monumento entre nós
Não me deixava atravessar
Não me deixou visitar-te
Não me deixou intervir
Lançou-se ao abandono
Recolheu-se pra dentro de si
E esqueceu-se em sono, de repente...
Nenhum sinal,
Nem respiração mais forte
Nem suspiro,
Nenhum olhar que pedisse socorro
Simplesmente, irrompeu a insônia,
Interrompeu o caminho da alma
Dormi ao lado do corpo inerte, sem vida
E nem notei,
Pela manhã, o corpo frio, inflexível,
Foi só então que notei a ausência da sua alma,
Tinha o rosto tranquilo,
Como quem simplesmente dormia...
Porque não me chamou?

Vera Celms

2 comentários:

  1. Imaginei-me nessa situação... Arrepiei!
    Poema intenso refletindo profundo sentimento.
    Perfeito como sempre.
    Bjssssssss

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  2. Digamos que é uma cena inimaginável!!! só quem passou, pode descrever o sentimento... continue se arrepiando sempre... beijos de VC, querida Mônica...

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