domingo, 27 de janeiro de 2013

CORROSIVO



Um amor destrutivo,
Me entreguei,       
Te amei,
Esqueci de mim,
Pra pensar só em você,
Teve, pra mim, palavras tão duras,
Ásperas, grosseiras,
Pontiagudas e cortantes,
Acidas, corrosivas,
Fui tão sua que esqueci de ser minha mesmo
Me desesperei,
Achei que ia morrer,
Quis tantas vezes lancetar meu próprio peito,
Rasgar a fronte,
Pular da ponte,
Quis afogar comigo o que tinha em mim,
Pra que não sobrasse mais pra você,
Quis tomar remédios,
Quis tomar pileque,
Me embebedar gravemente,
Me esquecer,
Quis tomar veneno,
Dividir o formicida com o formigueiro
Mas nem isso tive coragem,
Achei uma bobagem,
Você conseguiu ser mais forte que tudo isso,
Você sobreviveu ao meu amor,
Ao meu horror,
Ao meu torpor,
Ao meu valor,
Se sobrepôs, saiu por cima,
E eu continuo aqui,
Completamente alheia,
Completamente alucinada,
Morrendo de saudade,
Com cicatrizes nos pulsos,
Com seqüelas dos impulsos,
Imaginando, como teria sido sem você,
E só consigo sentir sua falta,
Nada mais,
Você não está aqui,
Como nunca esteve...
Esqueci,
Quando te conheci,
De ver que por mim,
Sentira só entusiasmo...
Corrosivo...

Vera Celms
Licença Creative Commons
O trabalho CORROSIVO de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

Um comentário:

  1. Todo amor é destrutivo.
    O amor come o espírito de quem ama.
    beijos!!!
    OBS: Você deveria tirar as letrinhas dos comentários. Elas só servem para atrapalhar.

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