domingo, 4 de novembro de 2012

QUEDA PARA O ASFALTO





A ameaça é real
Cair ou pular da janela
Passa a ser retórica
O que importa é o final
Do alto, todo corpo é pequeno
No chão, o desfecho é fatal
A respiração não mais se nota
Movimentos inexistem
A vida se esvai
Como fumaça
Como pensamento
Como imaginação, que furtiva vai...
O impulso passa a ser só mais um impulso
A mão que derruba,
Ou o corpo que cai
Lei da Gravidade...
O fim é só um: o asfalto,
E não adianta pedir
Nem orar,
Nem chorar,
Tarde demais...

Vera Celms
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O trabalho QUEDA PARA O ASFALTO de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

2 comentários:

  1. Gosto da forma que se expressa.
    Uma forma doce adocicada de por as palavras em ordem.
    Felicidades.

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  2. Gostei de como definiu minha ordem. É sempre um prazer receber você aqui Janice... felicidades.

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