domingo, 9 de setembro de 2012

NA LINHA DA BRUXARIA




Não adianta força,
Não adianta enganação,
Com a vida por um fio,
Magra, sem viço, sem brilho,
Foi um lance de sorte,             
Todos, na madrugada,
Distraem-se, desligam-se,
Dormem...
Não mais do que um momento,
Um estalar de dedos,
E o nome dela estava lá,
Enrolado num papelzinho,
Inocente bilhetinho,
Na boca do indigente,
Que sem saber de nada,
Passou a hospedar a vitima...
Ali, um vinculo criou-se,
A vitima esvaecia,
E o indigente putrefazia,
Paralelamente,
Um morto ligado a vida,
E um vivo a bruxaria,
Ninguém sabia porque,
A moça parecia doente,
E o morto descontente,
Enquanto um secava,
O outro se arrastava,
Dava dó de se ver,
Até um dia que uma alma,
Chegou com toda calma,
E viu logo a situação...
Tirou o nome da viva,
Da boca do indigente,
E cortou o fio que os ligava...
Os dois estavam livres afinal,
A viva voltou a vida,
E o morto ao ponto final...
Desfez-se a bruxaria...

Vera Celms
Licença Creative Commons
O trabalho NA LINHA DA BRUXARIA de
Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

Nenhum comentário:

Postar um comentário