domingo, 22 de julho de 2012

SENTENCIADO


Contar histórias
Fantasiar realidades
Ilusão, ocultação,
Mascaras e imposições,
Momento exato
Hora marcada
Não há fuga possível
De um lado o inimigo
De outro o precipício
O céu se fecha sepulcro
E o chão se abre inferno
Entre intenção e gesto
A mão é um decreto
Armado, preciso, impiedoso
Não há fuga nem retorno
A esquerda, sobre o ombro
Móvel vigilante decrépita imagem
A direita, branca ausência atroz
Cabeça desnorteada gira, aflita procura
Nenhuma reza
Fé em quê?
Tantas crenças, nenhum horizonte
Nada mais, nem por onde,
Draga-lhe o chão
Consome-lhe a chama
Num momento um desesperado
No seguinte resto mortal incendiado
Jogado ao vento
Afinal livre
Revoam os corvos...

Vera Celms
Licença Creative Commons
O trabalho SENTENCIADO de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada

FOTO COLHIDA NA INTERNET

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