domingo, 29 de julho de 2012

INERTES




Junto ao corpo
O rosto pálido
Não esboçava expressão
Era só mais um corpo inerte
Ao lado do corpo nu
As roupas testemunhavam
Rasgadas, manchadas
Esquecidas, por todo lado jogadas
Desolação, inconformação
Dois corpos ali prostrados
Silencio resignado
O mundo ali acabado
História de amor sem final
Viajante desarmado e sem bornal
Memórias que se acumulam
Como jornais ou cartas
Como paginas misturadas
de um enredo de folhas voadas
no vento perdidas
na história escondidas
No canto dos olhos
Dela, uma lagrima brotada
Dele, no desespero fabricada
Uma transbordada
Outra dentre os dentes cerrados vazada
Uma doce do corpo sem vida
Outra amargo sentimento da vida
Ela procurava a saída
Ele o culpado
Uma resposta, um motivo,
Para tamanha atrocidade
Para continuar vivendo...

Vera Celms

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