domingo, 6 de maio de 2012

SEM CERTEZA

 

Pensamento distante
Desconforto no peito
Respiração difícil
Movimentos confusos e acelerados
Olhar espelhado e nervoso
O sangue tomando as orbitas
Inquietude, ansiedade
É sempre assim... é assim que me sinto
E quando acordo, tudo é sangue e sêmen,
Mãos cansadas e armadas
Nenhum traço de lembrança
Nenhum sentimento de culpa
Nenhum arrependimento
Ninguém se arrepende do que não sabe fazer
Cabelos entre os dedos,
Gosto de sangue na boca
Minhas roupas sujas, espalhadas pelo chão
E a languidez, o torpor
Dizendo-me saciado
Não sei como cheguei
Nem sei como sair
Ninguém por perto que possa contar
Quem sou eu entre o antes e a saciedade
Um profundo nada
E o desejo de nada ser
Confuso me visto e saio,
Rumo a deriva,
Procurando nitidez, sensatez, lucidez,
Mas, como sempre, só amanhã...
Dor, vazio, e nenhuma certeza...

Vera Celms
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O trabalho SEM CERTEZA de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada

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