domingo, 1 de abril de 2012

HINO DE MORTE


Agora o cristal estilhaçado
Está por todo lado
Cacos de confiança perdida
Ninguém passa ileso pela violência
O soco dado no ar, desloca o ar
O grito vibra solto, ainda que calado
A ofensa arde na alma e nos ouvidos
A morte desfila fria e solene
Pronta a abraçar e levar
Os bolsos andaram cheios demais
De todas as coisas deixadas pra lá
Na garganta a mão ainda prende a palavra
E os dedos deixam marcas arroxeadas
Não dá mais pra negar hematomas
Visiveis e presentes,
As cores da vida são pintadas a mão,
Se não há atalhos,
Não conhece outros caminhos
Cante...  entoe mantras...
até inventar um hino, de morte
E continue cantando até fazer a passagem.

Vera Celms
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O trabalho HINO DE MORTE de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

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