domingo, 11 de dezembro de 2011

TEIA AO VENTO

Será assim que se enlouquece?
Solidão,
Soturnas fantasias
Silêncio, introspecção, tristeza
A tão procurada paz
Tem se vestido de negro
É como assistir ao mundo
De uma teia de aranha gigante
Que balança, levada pelo vento
Ao som de trovoadas e sirenes
Tudo tão particular,
Tudo tão só meu...
Não há olhos nem motivos
Não há risos
Olhares que fitam, graves
Sérios
Dores que se replicam
Como sinos,
Como ideias
Será assim que se enlouquece?
Será assim que se anuncia a morte?

Vera Celms

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O trabalho TEIA AO VENTO de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

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