terça-feira, 27 de dezembro de 2011

SEM RETORNO

                                                                       foto GOOGLE
Como é doce
A tristeza que me toma
E me recolhe
E me faz desaguar,
Como geleira que quebra
E navegando sai
Flutuando de cais em cais
Tem caminhos calmos
Quietos,
Nada nem ninguém chega
Nem me atrai
É um passear sob as arvores
Do soturno bosque
Onde as copas das arvores
Me protegem contra invasores
Não há pássaros, nem gorgeios
É o barulho da água da chuva que cai
Sorrateira por entre os galhos
Trovoadas, ventos que me levam mais longe
Nuvens pesadas me garantem
O sossego da caminhada
Continuar aqui,
Andar sem rumo e sem direção
Sem ser lembrada
Eu e Deus...
Sozinhos, nos bosques do meu pensamento
Escondidos
Perdidos
E sem retorno...


Vera Celms
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O trabalho SEM RETORNO de Vera Celms foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

2 comentários:

  1. Andar sem rumo e sem direção
    Sem ser lembrada
    Eu e Deus... Mana Veroka, belíssimo poema! Me dá a maravilhosa sensação de libertar-se, deixar a alma sair,sair da Terra para o infinito, que coisa boa, ameiiiiii, bjs trimanos da MILOKA.

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  2. Nossa, não havia visto este teu comentário MANINHA MIL... que gostoso esse teu comentário. Obrigado pelo carinho e incentivo. Muito beijo da MANA VEROKA...

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