domingo, 18 de setembro de 2011

CHORA MADRUGADA


Vento de tempestade
Aliciando a noite calma
Sussurros, se formam entre as folhas
Que secas, caíram do outono
Os galhos se envergam a cada lufada
Trazendo urgência a madrugada
Vento de tempestade
parece puxar pra perto,
A manhã, que o temor empurra pra longe
Ouço-o uivando pelas frestas
Na ânsia de varrer o sossego
Ribombam trevosos trovões
Rasgam o céu. cortantes raios
Que sob os próprios holofotes
Desafiam a coragem,
deixando ver, impunes,
A madrugada descabelada e atônita,
Vento de tempestade
Acelera meu peito
Ofega minha respiração
Encharcam minhas mãos de transpiração
Levo meu pensamento pra longe
E depressa, a força do vento, o traz bem perto
Ou tampo os olhos ou os ouvidos
Cubro os espelhos
Afasto-me dos metais
A tempestade vem chegando
A chuva aos poucos vai molhando
Chega como uma cortina
Fechando, isolando a madrugada
Que chorando, não consegue acabar...

Vera Celms

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