domingo, 28 de agosto de 2011

PROFANOS BARALHOS

Quem mais recorre a sorte
Aos profanos baralhos?
Senão os desesperados
No ato de ensandecer
Sedentos das palavras
Que perdoam
Que relevam
Que decretam
Um insano sem futuro
Um demente sem destino
Um loquaz delirante
Com quantas palavras faz-se um conselho?
Com quantas cartas traça-se um caminho?
Com quantas promessas um arrependido?
Holofotes não permitirão ver
Sacrifícios não perdoarão
Esconderijos não protegerão
O mal feito, o mal será pago
Cobrado quinhão a quinhão
Moeda a moeda,
Passo a passo...
Olho a olho, dente a dente,
Quando o barqueiro está aportado
O destino já foi traçado...

Vera Celms

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A obra PROFANOS BARALHOS de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.


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