domingo, 5 de junho de 2011

SEU VAMPIRO




Vigio sua janela até a chegada da hora escolhida
Sedento do justo momento em que te possuirei
Sabes que te desejo muito mais que a minha vida
Me acolhe, apaixonado de tanto amor te morderei

A mesma lua mãe de prata é por mim observada
Sentindo a força da tua sensualidade a me buscar
Minha respiração toca seu corpo de leve como beijo
E a brisa traz a mim o feromônio da mulher amada
Que enlouquece de mim o faminto macho a transpirar
Escondo na capa a louca excitação que regará teu desejo

Sorvo nos teus lábios a cor do vinho a me embriagar
E arrebato teu corpo na cama na tentativa contigo voar
Minhas presas enroscam tuas vestes durante o beijo
E no roxo ninho enlaço-te lascivo até o gótico delirar
Encontro nas tuas veias o puro elixir que nos fará levitar
E bebendo gota a gota sua entrega apaixonada já prevejo

Nossos olores nus tomam, vasculham a madrugada
E os animais noturnos entoam harmonias de amor
E os lobos excitados uivam nosso ato, segunda lírica voz
A loucura da nossa entrega já não se abranda por nada
E transformados transcendemos carregados de torpor
Meu veneno é tão doce que letal o desagüei em tua foz

Meu perigo é então massageado pelo poder da sua fêmea fatal
Que se oferece em doce sacrifício, deitada em manto sepulcral
Vou afinal levar-te por todos os mundos, de agora a eternidade
E dormiremos nus celebrando em nossos corpos doce maldade

Vera Celms

Licença Creative Commons
A obra SEU VAMPIRO (em dueto com Eduardo Eugênio Batista) de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

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