domingo, 1 de maio de 2011

MEDO DE TEMPORAL (poesia sem a letra U)


Cidade de alamedas e travessas
Arvores e lâmpadas,
Claridade artificial
Sombras na noite
Movem-se pela ação dos ventos
da tempestade
O medo hospeda-se
atrás de cada janela embaçada
e manifesta-se pelo ofegar
lançado contra o vidro
Clarões de tempestade
Cortam a noite de fora a fora
Rasgando a abóboda enegrecida
Deixando ver os personagens da noite
Insones, amedrontados
Postados em vigília em seus aposentos
Agarrados as cortinas
Pelos cantos, apavorados
Sobre as camas escondidos sob as cobertas
Sob as camas, escondidos, de olhos apertados
Temporal sem fim
Noite sem fim
Medo sem fim
E o temporal agarrado a noite
E a noite agarrada ao medo
Torcendo para amanhecer

Vera Celms

Licença Creative Commons
A obra MEDO DE TEMPORAL de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

4 comentários:

  1. Menina.Estou encantada com seu blog.Pena que já seja tão tarde,tenho que dormir.Mas virei outras vezes por aqui.Pode estar certa disso.
    Obrigada pelo convite.
    Bjss

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  2. Mônica, será sempre muito bem vinda... que bom que gostou, espero que consiga aqui a sensação esperada... espero seus comentários.
    Se quiser tenho o blog geral: http://veracelms.blogspot.com e o sensual erótico: http://caldadechocolateapimentado.blogspot.com. Divirta-se... obrigado pela visita e pelo prestígio... beijos

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  3. MEDO DO TEMPORAL FALA CLARAMENTE DA MINHA PESSOA DO MEU COMPORTAMENTO DIANTE DAS TROVOADAS,RELAMPAGOS,VENTOS,TENHO MEDO DELES,DESDE CRIANÇA,CHEGO A TER TAQUICARDIA,ME ESCONDO ATE MESMO DEBAIXO DA CAMA É INCRÍVEL,E DEPOIS DO PASSAR DA FURIA DA NATUREZA A MINHA PERMANECE POR ALGUMAS HORAS E TAMBÉM SE VAI.GOSTEI DESTA POSTAGEM EXCELENTE VERA CELMS. DRA ALDA TOLEDO

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  4. Caríssima DRA.ALDA TOLEDO, que prazer receber-te. Por um lado lamento muito pelo medo que tem, deve mesmo ser terrível. O medo que nutro nesse molde é de baratas, e é verdadeiramente paralisane. Quanto as tempestades, sinto um prazer, uma euforia quase infantil, chego a ofegar ansiosa, excitada pela chegada da tempestade e um prazer extasiado em observar as tempestades. Amo raios e trovões... talvez seja mesmo o meu lado lúgubre, a minha veia gótica... Volte sempre que puder, há outros trabalhos que abordam o medo da tempestade, e outros medos. Espero que ache identidade em outros trabalhos. Um grande e forte abraço, sem raios nem trovões. Obrigado pelo comentário. Muito bom saber que consegui retratar os sentimentos e/ou sensações que não são meus. Visite meus demais blogs quando puder, será sempre um prazer.

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