domingo, 2 de janeiro de 2011

SOZINHA


Terrível acordar sozinha,

Dia após dia,

Silencio, solidão, isolamento,

Terrível passar pela tempestade,

E abrigada continuar sentindo a tormenta,

É sair do esconderijo

E nada de vivo encontrar

E não cruzar com ninguém

Nenhuma palavra de alento,

nenhum carinho, nenhum afago,

Sentir necessidade de uma palavra

De uma mão amiga,

De um abraço,

e só encontrar o eco da própria voz

mudo, calado, sufocado

É cruel, saber-se agonizante,

E nada poder fazer...

Sozinha...

Desesperador, no Reveillon,

esperar mudar o ano

e o ano não mudar,

ligar para todos os lugares

E a resposta é sempre a mesma,

- Primeiro de janeiro de 2010... -

Mas o ano já mudou...

E a resposta é sempre a mesma,

Não senhora, este ano não mudará,

Continuará sendo 2010,

Amanhã, depois de amanhã,

Até que a sorte o queira mudar...

Sozinha...

Vera Celms


Licença Creative Commons
A obra SOZINHA de Vera Celms foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

2 comentários:

  1. Olá, Vera

    Descobri teu blog através dos "Duelos Literários" e resolvi fazer-te uma visita. Ainda bem, porque fiquei encantado com o reflexo dos teus sentimentos nos versos que aqui partilhas.
    Certamente, voltarei mais vezes.

    Feliz 2011

    Runa

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  2. Runa,
    Gostaria que conhecesses os outros dois blogs, cujos endereços estão no alto direito desta pagina. Obrigado pelo prestígio, FELIZ 2011, um beijo

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