domingo, 3 de janeiro de 2010

BRUXO NEGRO

ao meu amigo MARKITTO

Um dia conheci o inimigo e a história,

Diretamente de outra dimensão,

Encarnação,

Situação...

Veio travestido de anjo salvador...

Socorreu, prometeu,

e desleal, me abusou,

Prendeu minhas forças todas no seu armário,

De onde eu podia ver a luz azul...

Na sua casa...

Cortou minha asa,

Chamou meu músculo de covarde, e debilitou...

Tratou minha hombridade como luxo e descartou...

Mostrou como se desarma um herói

Tentou prender meus braços,

Travou minhas pernas,

Levou minha musica, e minha canção,

Só não levou a rima,

Desacreditou meu conceito de proteção,

Desmontou minha dignidade; mas não quebrou,

Quebrei eu, seu telhado com minha vassoura,

Quebrei o vidro de sua redoma,

Chamei seus guardas pra brigar,

Confisquei suas armas todas,

E com elas mesmo, atirei contra o tal inimigo,

Feri, mutilei, desonrei

Chamei sua força de bandida,

Seu escudo enferrujei,

Joguei seus conceitos pra cima,

Desafiei sua força,

Desordenei seus soldados e seguidores,

Prendi a todos no meu armário,

Resgatei minhas forças do armário dele,

Desonrei suas cruzadas,

Peguei todas as agulhas que me feriam,

Juntei a todo o arsenal confiscado,

E afundei na escuridão do alto mar...

Pra que nunca mais fossem encontradas,

Ferido de morte, agonizou, agonizou,

Perdeu as defesas todas

E foi resgatado pelas sombras negras vigilantes,

Levado do Limbo para o meio do inferno...

Onde arde há muito tempo...

Contra o inimigo, a vitoria foi minha afinal,

Não o tirei de combate,

Mas, o venci na arena, lealmente.


Vera Celms


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