quinta-feira, 17 de agosto de 2017

INCÊNDIO DA INCONFORMIDADE



A chama das velas fúnebres
Fogo da fúnebre pira
Incêndio da inconformidade
Luto colossal
Palavras poucas
Olhares encharcados
Assuntos embargados
Peito pesado
O mundo sob os ombros
Pensamentos obscuro confusos
O ódio circula sob a pele,
em borbulho profusão
Não há como impedir
Não há como deixar de sentir
Justiça, é só o que esperar
Vera Celms
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Imagens colhidas na internet

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

A MEIO CAMINHO





Fazer promessas,
a quem nos importa,
e não poder cumpri-las,
é o caminho mais reto para o inferno

Vera Celms
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terça-feira, 8 de agosto de 2017

VAI DA DOSE







Deixo as janelas abertas
O vento traz sempre noticias, informações
Do mundo, das coisas, das não coisas
Odores, olores, frescores
Até as pedras contam de si
Não é preciso tratar o excesso
Mas,  entender o processo
E tudo se acaba,
seja pela morte,  ou pela sorte
E tudo acabará
Seja em úmido beco escuro
Seja em arejado horizonte amarelado
A ponte é a mesma,
unindo pontos
findando contos
Reticencias não esmaeceriam tons
Nem linkariam
Os pregos e as pedras são os mesmos,  iguais,
nas cruzes, nos quadros ou nos sapatos


Venenos tanto engordam quanto matam
Vai da dose

Vera Celms
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sexta-feira, 28 de julho de 2017

DEU PRA TI






Tanta proteção te fez feliz
Mas, não te fez homem,
Não te fez dono de si
Não te deu o pão
Nem te ensinou a semear qualquer alegria
Bastavam-te pequenas doses
Agora não há o que germinar,
Muito menos o que colher,
Fez de ti um recluso, quieto,
Não há coração,
não há multidão que te acompanhe
Solitário, limitado,
A luz no horizonte a farolete
Sol feito luz de geladeira
Noites eterno glaciais
Não há palavras gentis
Nem pensamentos que agreguem
Sem boas intenções
Nem atitudes,
Não há boas reações,
Pés, mãos e coração gelados
Sociais etiquetados abraços
Rótulos amarelados
Ideias de muito e só de antigamente
Refrão, chavão da vida inteira
Janelas fechadas, da casa e da alma, sem ar,
Ideias também deterioram, expiram, ultrapassam...
O que não se renova, se enterra...

Vera Celms
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